Editorial

Este blog começou em abril de 2006, num computador emprestado, com um rapaz de vinte e um anos que havia acabado de descobrir que existiam pessoas escrevendo publicamente o que viviam.

Ele parou por alguns anos. Voltou depois, migrou do Blogspot para um endereço próprio, e hoje reúne duas décadas de texto.

O que há aqui

Um arquivo e uma escrita em curso.

O arquivo vai de 1989 a 2026 e é formado por textos escritos ao longo desses anos, muitos deles guardados em cadernos, blogs antigos e arquivos que quase se perderam. Memórias de infância na Grande Vitória, os anos de púlpito na adolescência, ensaios de juventude, registros de quedas e recomeços.

A escrita em curso é o que venho publicando agora: ensaios, memórias, orações, contos e o que sobra de uma vida dividida entre uma repartição pública, uma sala de aula, um púlpito e uma tese de doutorado.

Os textos estão organizados em quatro seções.

Artes & Narrativas reúne o que narra: memória, ficção, sonho, e os textos sobre o próprio ato de escrever.

Educação & Cuidado reúne o que trata de formação e de amparo: escola, infância, leitura, e o ofício de cuidar de pessoas.

Filosofia & Teologia reúne o que argumenta: fé, dúvida, tempo, amor, técnica.

Pólis & Gestão reúne o que trata de poder institucional, dentro da igreja e dentro do Estado.

Sobre as imagens

Todas as fotografias publicadas aqui são minhas, feitas por mim. Não há imagem gerada por inteligência artificial, banco de imagens ou ilustração de terceiros.

É uma decisão coerente com o que escrevo: um texto que discute o que a técnica faz com a experiência humana não deveria ser ilustrado por uma máquina.

Sobre nomes

Pessoas reais aparecem nestes textos.

Quando o que se conta honra alguém, o nome fica. Quando o que se conta expõe alguém, o nome sai, e às vezes sai também a circunstância que permitiria identificá-lo.

A regra vale inclusive contra o texto: mais de uma boa página foi enfraquecida ou engavetada para preservar quem não escolheu aparecer.

Quem escreve

Meu nome é Tiago Vieira. Assino como Rizzolli, sobrenome que vem da família.

Sou servidor público federal, atuo na área da educação, ministro do Evangelho, professor, e doutorando. Cheguei aqui por uma sequência improvável de formações: administração, filosofia, teologia, teatro, gestão pública.

O que escrevo aqui é meu e não representa nenhuma instituição a que eu esteja vinculado.

O que este lugar não é

Não é devocional, embora eu creia. Não é autoajuda, embora eu escreva sobre o que dói. Não é notícia, e quase nunca é atual.

É um homem tentando entender a própria vida por escrito, em público, há vinte anos.