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Quando a manipulação veste fantasias
A manipulação raramente se apresenta com o próprio nome. Aproxima-se travestida de conselho “bem-intencionado”, oferecendo a promessa de aprovação e pertencimento. Nesses instantes, quem é alvo dificilmente percebe: são pequenas concessões, quase imperceptíveis, que deslocam o sujeito para fora de si. As sugestões chegam com naturalidade e tom de ajuda: “Você precisa ser mais descolado.” “Essa roupa é brega; vista-se melhor!” “Esse cabelo não está legal; faça alguma coisa.” Sob a promessa implícita de aceitação, a pessoa começa a negociar partes de si. Troca-se a roupa, ajusta-se o cabelo, remodelam-se hábitos. Aos poucos, instala-se uma identidade que antes não era desejada nem reconhecida. Para agradar alguém, ou um recorte social,…


