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A igreja viu
Eram dias de festa na Assembleia de Deus no Bairro Grande Vitória, Congregação do Ministério da Volta do Rabaioli. A igreja estava cheia, as pessoas transbordavam alegria, e os bancos estavam repletos de fiéis prontos para celebrar. Meus pais, como sempre, estavam presentes. Papai, discreto, escolhia um lugar próximo à porta. Eu, doente e impossibilitado de andar, estava no colo de minha mãe. Naquele tempo, minha realidade era marcada por limitações físicas causadas por uma meningite que tinha me atingido severamente. Minhas pernas não firmavam, e a dor na coluna era constante. A cabeça de criança não compreendia a gravidade da situação. Para mim, a vida de internações, hospitais e…
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O barracão
Pastor Sebastião, marido da irmã Nelza, presidia uma igreja independente chamada Assembleia de Deus Ministério Ide, no bairro Primeiro de Maio. Conhecíamos o pastor Sebastião desde antes, quando meu pai pastoreava uma igreja na mesma rua, que mais tarde se fundiria ao Ministério de Jardim Colorado. Minhas lembranças mais marcantes com o Ministério Ide remontam aos idos de 1997, quando seu templo ainda era um simples barracão de tábuas, erguido no meio do canal que dividia os bairros de Primeiro de Maio e Pedra dos Búzios. Minha primeira visita ao barracão foi marcada pela simplicidade. O culto era modesto, previsível, quase sem movimento. Poucas pessoas estavam ali, e o ambiente…
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Ele já preparou tudo
O templo do Ministério Ide cresceu, ganhou corpo e expressão. Os filhos do pastor Sebastião também cresceram, acompanhando o desenvolvimento daquela obra. Após a morte do meu amigo, o pastor responsável pela igreja que ficava na mesma rua decidiu mudar-se para outro município, um deslocamento motivado pelo impacto do ocorrido. Com isso, a igreja que ele liderava foi fechada, e aquele espaço tornou-se um vazio. Naquela época, meu pai pastoreava uma igreja em Vila Batista, mas o peso do aluguel tornou-se insustentável. Ele buscava em oração e discernimento entender os caminhos que o Senhor desejava que trilhássemos. A saída do pastor da igreja vizinha ao Ministério Ide foi vista por…
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O segundo
Quando nos mudamos de Vitória para Vila Velha em 1996, nossa família foi recebida com cordialidade e respeito pelo pastor João Torres. Ele acolheu meu pai com honras, reconhecendo nele a experiência e o chamado pastoral que carregava. Nomeou meu pai como o “segundo” da igreja, um termo utilizado na época para designar o co-pastor, aquele que estava ao lado do líder principal para apoiar e somar na condução da obra de Deus. A igreja era de cor verde, um templo que abrigava a Assembleia de Deus que, outrora, havia sido uma congregação da Assembleia de Deus em São Torquato. Com o passar do tempo, a congregação foi emancipada, recebendo…
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Para Não Esquecer
Há histórias que se costuram com detalhes tão singelos quanto inesquecíveis: um teclado, uma avenida, uma porta que se abria para a ação, bancos de madeira simples, uma menina e sua irmã que amavam as canções da Cassiane. Entre tudo isso, havia o “Hino do Vitória”, que se tornava o centro das celebrações. Naquele cenário, havia também um diácono que tinha um jeito peculiar, quase como um padre, com uma serenidade que parecia marcar sua presença. Ele era uma dessas figuras que, mesmo sem grandes palavras, deixava uma impressão duradoura. E havia o presbítero Paulo, um homem cuja presença era um alicerce na obra de Deus, companheiro fiel de meu…














