O medo de ser livre
Jesus declarou que veio libertar os cativos, dissolver as correntes invisíveis que prendem o homem ao mundo e a si mesmo. Uma liberdade que confronta e desafia o medo.
Quando o Espírito de Deus age no homem, ele é liberto do medo que o paralisa, que o reduz a buscar refúgio apenas naquilo que seus olhos podem ver e suas mãos podem tocar.
O homem sem Cristo carrega o peso do medo de ser livre. Ele se agarra às coisas que o mundo oferece, teme se render a uma liberdade que não controla. Busca segurança no que pode possuir e naquilo que pode mensurar. Há uma certa tranquilidade em crer apenas no que se vê.
O medo nasce da insegurança e da tentativa de proteger a si mesmo. Ele clama por garantias e sustenta-se na ilusão de controle, até que o homem passa a viver segundo as regras ditadas por um mundo finito e limitado. Preso a essas amarras invisíveis, busca em coisas transitórias o consolo para uma inquietude que só poderia ser saciada pela eternidade.
Só pode viver em plena liberdade aquele que se “prende” à vontade divina. É nessa aparente prisão que o homem descobre a liberdade mais sublime.


