Não aceite conselhos de pessoas falidas
Boa noite. Estou aqui mais uma vez para refletir sobre uma frase: “Não aceite conselhos de pessoas falidas”.
Nesse enunciado, podemos deter-nos primeiro na palavra “não”. Trata-se de uma forma negativa que, neste contexto, assume claramente o sentido de proibição. Quando aceitamos alguma coisa, é como se abríssemos os braços, seja em sentido literal, seja em sentido analógico, e nos tornássemos receptivos. Saímos de um estado ativo para um estado passivo, disposto a receber. Portanto, “não aceitar” é recusar permanecer nessa zona de passividade e de recepção.
Aplicando isso à relação com uma pessoa falida, a ideia é que não podemos nos colocar diante dela em um estado de passividade. Essa passividade consiste em permitir que aquilo que está dentro da outra pessoa, ela em posição ativa, entre em nós, que assumimos a posição passiva. Daí a formulação: “não aceite conselhos”. Conselhos são conjuntos de regras ou sugestões que uma pessoa oferece a outra com o objetivo de fazê-la mudar de direção, ou seja, mudar seu plano de pensamento, de decisão, de rumo.
Surge então a questão: como aceitar conselhos de mudança de decisão vindos de alguém que, justamente naquela área em que desejamos alcançar sucesso, vive a experiência da falência? E aqui é importante destacar que “sucesso” não está sendo usado em sentido pejorativo, nem apenas no sentido mundano e superficial que muitas vezes se dissemina. Refiro-me ao sucesso no sentido comum do termo: o alcance de um objetivo, de uma meta, de um resultado desejado.
Quando dizemos “não aceite conselhos de pessoas falidas”, quase como um ditado, o que está em jogo é que, no âmbito da falência, devemos ter muito cuidado com o estado de passividade. Isso não significa que uma pessoa falida não possa nos ensinar várias coisas. Significa, porém, que o nosso modo de recepção precisa passar por um filtro: não podemos permanecer em total passividade. É necessário discernir, filtrar, escolher.
Mesmo diante da falência de alguém, ou daquilo que consideramos como falência, ainda há muito a aprender. No entanto, esse aprendizado não deve acontecer a partir de uma postura passiva, mas de um olhar que filtra aquilo que de fato nos servirá daquilo que não nos servirá. Muito obrigado e até a próxima.


