• Relacionamentos e Consciência

    A infância dos “eus possíveis”

    Ele não falava de sonhos de travesseiro, mas dos que exigem vigília: desejos que esticam o corpo para além do presente. Entre seis e nove anos, viu-se muitas coisas: executivo (o primeiro clarão), pastor com dons, bombeiro, do Exército, da Marinha, da Aeronáutica; administrador, político, secretário; médico, enfermeiro; professor, psicólogo, advogado, juiz; cantor, músico de banda; gari; estrangeiro na Europa; jogador de futebol, nadador; escritor, pregador itinerante; ator, filósofo, educador. Tantas vidas passaram por dentro e ele não foi todas. Aos quarenta, a sensação de que a vida correu sem pouso. Diz ter perdido vinte anos. Feridas de infância. Desde 2008, ápice e queda, vitórias sem celebração, opressões, traços de…

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