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O Chocolate Curvado
Há uma forma de presença que não é desejo. Ou melhor, é desejo, mas domesticado por algo maior que ele. Governado. Conduzido pela mão firme do respeito, da responsabilidade, da consciência de que certas distâncias não existem para ser vencidas, mas para ser honradas. E há uma nobreza específica nesse tipo de contenção, não a nobreza fácil de quem não sente, mas a nobreza difícil de quem sente e mesmo assim escolhe não avançar. Não era aversão. Era precisamente o oposto. Era o temor que nasce da estima, esse medo delicado de comprometer o que existe pelo que poderia existir. A fala era pouca. O trato, cuidadoso. A conduta permeada…


