Estrangeiros na própria pele
Muitos atravessam a vida sem jamais se darem conta do que guardam em si. Habitam a existência como meros visitantes, estrangeiros na própria pele, sem nunca explorar os quartos e corredores que abrigam a parte mais funda do ser.
O preço dessa ignorância é uma fragilidade perigosa: quem desconhece o próprio território torna-se refém de qualquer julgamento alheio e permite que a voz do mundo dite as fronteiras da sua identidade.
O que transbordamos é o reflexo direto do que cultivamos em silêncio.


