Um hóspede convidado
O fracasso raramente é um invasor. É um hóspede convidado pelos nossos medos e alimentado pelas desculpas que deixamos enraizar na rotina.
Vencer essa inércia exige retomar a responsabilidade. Quando apontamos o dedo para o mundo, abdicamos do controle sobre as nossas próprias ações.
Mas há uma armadilha do outro lado: a culpa secreta, aquela autocrítica estéril que atua como veneno, minando a autoconfiança sem gerar transformação nenhuma. O erro deve ser encarado com a frieza de um pesquisador. Analisa-se a falha, extrai-se a lição, prossegue-se o plano.
E o maior teste de caráter não ocorre na derrota. Ocorre no instante exato da vitória, quando a complacência e o orgulho costumam nos trair.


