O Castelo
Um castelo que se constrói dentro de si mesmo. Suas bases mergulham profundamente no mistério do espírito, cravadas em uma rocha que transcende o mundo. Essa rocha é viva, pulsante, e seu nome é Vida.
Colunas de força invisível conectam a rocha aos recantos mais profundos da alma, onde habitam os depósitos mais preciosos e, paradoxalmente, mais ocultos. As colunas não são vistas, mas nelas reside a sustentação de toda a fortaleza interior.
Paredes simbólicas erguem-se entre o interior e o exterior. Elas moldam um espaço onde a alma pode repousar.
Dentro dessa fortaleza há um núcleo, onde as paredes se tornam cada vez mais estreitas, conduzindo ao lugar onde o imperceptível habita. Ali não há janelas, não há portas.


