Inventário íntimo
Quando a ampulheta de mais um ano esgota a sua areia e somos forçados a olhar para trás, revivemos as experiências que pavimentaram o caminho. Houve alegria e superação, luto e renovação. O tempo, indiferente às nossas pausas, prosseguiu o seu curso.
O que passou repousa além do nosso alcance, mas as lições e as consequências continuam sentadas à nossa mesa. As boas sementes entregam frutos doces; os erros convidam à correção de rota.
Neste inventário íntimo, a pergunta é uma só: estamos forjando as escolhas que nos conduzem ao crescimento e à paz?
Fechar uma porta cronológica e abrir outra exige a coragem de rever a jornada. Precisamos de um silêncio honesto para avaliar como administramos as oportunidades de fazer o bem, seja para nós mesmos, para a nossa família, ou para o forasteiro que cruzou a nossa estrada clamando por amparo.
Pertencemos a um mesmo tecido humano. Quando conseguimos enxergar no rosto do outro o reflexo do Criador, o nosso próprio fardo torna-se mais leve.
Que o exemplo do profeta Jonas nos lembre da urgência de descer aos nossos próprios porões.


