Artes & Narrativas

A Arquitetura da Memória: O Que Fica dos Nossos 25 Anos

 

Em 15 de março de 2010, numa tarde que ainda carregava a luz demorada do verão, cruzei a fronteira dos 25 anos. Estávamos em Cariacica, na casa que guardava a simplicidade e a beleza dos nossos melhores dias. Aos vinte e cinco, vivemos aquele instante peculiar da existência onde as responsabilidades começam a cobrar o seu preço, mas a ilusão de que temos todo o tempo do mundo ainda nos protege. Os caminhos à frente eram uma névoa, mas a fundação de quem eu seria já estava sendo concretada.

Recebi na varanda de casa os meus amigos, a irmã Cleuci, o Gabriel, a comunidade de Nova Belém, além do meu pai e da minha mãe. Hoje, com a lente implacável do tempo, entendo que eles não eram apenas convidados; cada um deles carregava um fragmento da minha própria identidade. Havia ali uma congregação de histórias, de companheirismo e de uma fé que não precisava de holofotes para ser real. A presença deles lançava luz sobre o que realmente importava, provando que ninguém constrói um propósito sozinho.

Eu estava cercado por aquele tipo de pertencimento que a juventude toma como garantido, mas que a maturidade reconhece como milagre. Havia uma força gravitacional naqueles abraços e uma sabedoria silenciosa nas nossas conversas. Olhando para trás, percebo que aquele encontro foi muito mais do que a celebração de um quarto de século: era a fixação de estacas no chão. Era a vida dizendo que as verdadeiras âncoras não são os lugares que habitamos, mas as pessoas que nos cercam.

Aqueles dias pareciam mais leves porque o peso do futuro ainda era apenas uma abstração. Hoje, entendo que aquela tarde em Cariacica não ficou presa no calendário. Ela foi o ponto de partida de uma caminhada existencial. Os sonhos amadureceram, as paisagens mudaram, mas a base que construímos ali, feita de vínculos reais e valores inegociáveis, é o que ainda me mantém de pé.

 
 
Preparação

 

 

 

25 – 32
Livro Sagrado

 

In sala

 

Abraços
Abraçoss

 

Gratidão!!!!!!

 

Abraços
Abraços

 

Abraços

 

 

Abrindo um presente.

 

O fim de um choro. O começo de um sorriso.
 

 


In Sala

Confraternização.

 

 
Aos 25 anos, a gente acha que está apenas celebrando, mas na verdade estamos construindo as âncoras que vão nos segurar nas tempestades do futuro. Qual é a memória da sua juventude que até hoje serve de "base" para a sua vida? Compartilhe nos comentários.

Tiago Rizzolli é administrador, professor, pesquisador e ministro do Evangelho (Missão Apostólica Assembleia de Deus – CADEESO/CGADB). Movido pela busca constante de sentido nas relações humanas, atua na intersecção entre a educação, a gestão e a espiritualidade. Doutorando em Educação com foco em filosofia e pensamento crítico, é também Coordenador-Geral de Atendimento à Comunidade no Ifes - Campus Cariacica. Neste espaço, ele compartilha análises e reflexões que cruzam as fronteiras do rigor acadêmico com a vivência prática, a liderança institucional e a fé cristã aplicadas ao dia a dia.

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