O Nome Cravado nas Constelações: Uma Elegia ao Reencontro
Quando o sol despontou no horizonte, senti a urgência de te amparar; quando a lua se fez plena, quis te desvelar; e, ao notar o céu salpicado de estrelas, nasceu em mim a vontade de moldar o teu rosto nas nuvens, na vã tentativa de fixar a tua presença na imensidão. Olhei fundo em teus olhos, e a tua alma me convocava, como um sussurro eterno, para o abrigo dos teus braços.
Um dia, porém, vi o teu nome cravado nas constelações e, naquele exato instante, compreendi: a tua morada sempre foi vasta demais para as limitações deste mundo. Então, você partiu. Foi ao encontro de um lugar onde as sombras do medo não ousam entrar, e onde a perfeição é, finalmente, a tua única essência. Deus te preferiu. Ele te escolheu para brilhar onde os olhos humanos não alcançam, mas onde o coração, em sua clarividência silenciosa, te sente.
Hoje, o céu chora a tua ausência, e a chuva derrama-se como se tentasse redesenhar os teus traços em cada gota que toca o chão. Permito que a água me banhe, guardando no silêncio do peito as marcas afiadas da saudade, as digitais de amor que você deixou impressas na minha pele e na minha alma.
Contudo, recuso-me a permanecer escondido sob o manto da tristeza. Prosseguirei de pé e em vitória, sem temor, até o instante sagrado em que o teu olhar se cruze, novamente, com o meu. E, quando esse dia chegar, poderei finalmente dizer o quanto te quero, o quanto te mantive viva dentro de mim, e provar que a tirania do tempo nunca teve força para apagar aquilo que já nasceu eternizado nas estrelas.
O luto, quando vivido com esperança, transforma a dor da ausência na certeza do reencontro. Quem é a pessoa que hoje tem o nome “cravado nas estrelas” do seu coração? O espaço dos comentários está aberto para que você deixe a sua homenagem ou uma palavra de saudade.


