Reflexão Espiritual e Prática Cristã

Quando o ajoelhar levanta a alma

Hoje, domingo, dia 25 de outubro de 2025, ao término da Escola Dominical na Missão Apostólica, chegou um jovem à igreja. Reconheci-o de imediato; cumprimentei-o, e o pastor o convidou a entrar. No refeitório, ofereceram-lhe café. Era alguém que congregara conosco entre 2016 e 2017; aceitara a Jesus nesta igreja e começara a pregar, mas, como chuva temporã, o ímpeto passou, e ele se afastou. Tentamos buscá-lo por meio de visitas, sem êxito. Estimávamos sua mãe e sua família; depois, ele partiu para o interior do Estado, e as notícias diziam que estava desviado.

Pensamos que fora “fogo de palha”. Anos depois, voltamos a vê-lo à porta do Supermercado Internacional, sentado no chão, a cabeça entre os joelhos. Cena dura. Naquele dia, roguei a Deus misericórdia. Depois, silêncio. O tempo correu e, hoje, ele retorna, pela mesma porta por onde saíra. Pede uma conversa reservada com o pastor; confessa o motivo da saída; recebe absolvição e oração. Oramos por sua vida, certos de que prosperará no corpo e no espírito.

Nunca é tarde para voltar. Como sinal, ajoelhou-se para a oração; quando se ergueu, parecia levantar-se também por dentro, para ser bênção. Recordar o lugar da queda não é simples: pede paciência e coragem para recuar alguns passos. Pode soar como perda de tempo; na verdade, antecipa o trabalho de Deus em nós.

Tiago Vieira é evangelista na Assembleia de Deus – Missão Apostólica e coordenador da CAE no Ifes. Atua em Educação, Filosofia, Teatro, Gestão Pública e Teologia, com enfoque em fenomenologia, hermenêutica e gestão por processos (RACI).

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