Filosofia & Teologia
A Lente Investigativa e Espiritual. Profundidade, sentido, rigor acadêmico. Aqui reside a sua busca pela verdade, pelo sentido e pelas bases do pensamento humano e divino. É o seu espaço de maior densidade teórica. Abarca seus papéis de: Filósofo, Teólogo e Pesquisador. O que entra aqui: Ensaios sobre epistemologia, análises éticas, estudos teológicos aprofundados, recortes da sua pesquisa acadêmica de doutorado e reflexões sobre a condição existencial humana.
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Destituir a carência do trono
Sentir pena de si mesmo é possivelmente o vício emocional mais letal que a alma pode cultivar. Ele nos aprisiona numa espiral onde, em vez de reconhecermos a solidez do que já construímos, ficamos hipnotizados pela miragem daquilo que julgamos faltar. Schopenhauer capturou isso nos seus aforismos: raramente pensamos sobre o que temos, mas sempre sobre o que nos falta. Essa tendência a focar na carência rouba o fôlego para habitar o presente e inviabiliza qualquer apreciação das vitórias cotidianas. A autopiedade canaliza os nossos holofotes mentais para as deficiências, tornando-nos cegos para as próprias forças. E paralisa: enquanto a mente se ocupa em lamentar a sorte, negligenciamos o imperativo…
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Medir o oceano com uma régua escolar
Em meio ao ceticismo contemporâneo, onde o afã materialista tenta confinar o real às fronteiras do tangível, ergue-se uma inquietação: seria possível, por vias puramente físicas, abarcar aquilo que é, por natureza, eterno? A ciência moderna, com toda a sua grandeza e utilidade inegáveis para examinar as engrenagens do mundo físico, exclui o sagrado porque o divino escapa aos recortes das suas observações. Isso não é falha do método: é o próprio método. Deus não é um objeto para ser dissecado em uma bancada de laboratório. Ele é a Fonte que sustenta o sujeito que O observa. Qual é o sentido de demandar prova material de uma Presença que atua…
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A absolvição do espelho
Existem dois crivos para avaliar o triunfo: o aplauso externo e a absolvição do espelho. De que vale o mundo inteiro aclamar a sua jornada se, ao encarar o próprio reflexo, você não reconhece ali um vencedor?
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A paciência de um historiador
Todos carregamos os germes da autodestruição, forças silenciosas que, deixadas à própria sorte, florescem em infelicidade. Esses impulsos manifestam-se como dúvidas crônicas, inseguranças latentes e a paralisia da autossabotagem. O fracasso raramente é um acidente de percurso: é a colheita de uma semeadura negligente. Ignorar os sintomas é permitir que pequenas ervas daninhas se transformem em árvores cujas raízes acabam por nos prender. O declínio raramente acontece de forma abrupta. Ganha musculatura na sombra, alimentado pelos pequenos sinais de desleixo que decidimos não ver. Quem vive sob essa letargia age com a arrogância de quem possui milênios à disposição, desperdiça horas em hábitos estéreis e adia o essencial, como se…
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O atrito da vida real
A missão é o alarme que desperta cada dom oculto, e ele aguarda apenas o atrito da vida real para brilhar. O sentido da vida não é um troféu estático no fim da linha. É a coragem de aceitar a própria vocação e permitir que ela nos obrigue a existir.
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No chão comum
Aconteceu no limiar entre 2008 e 2009, na Assembleia de Deus em Padre Gabriel, congregação do Ministério Vale Esperança. O culto já havia se encerrado, talvez fosse o fim de uma festividade, e o que cravou na memória foi o instante em que um homem, cujo rosto eu nunca havia cruzado e jamais voltaria a ver, caminhou na minha direção. Era um sujeito de pele escura e estatura mediana, vestido com uma camisa social preta. Não sei o seu nome, a sua origem ou o seu destino. O encontro não se deu sob o calor dos louvores nem durante o sermão. Aconteceu no rescaldo, quando o barulho começava a se…
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Desviar-se do alvo
Uma vida espiritual robusta revela-se não na biologia do sobreviver, mas na profundidade do sentir. Assim como a carne exige o pão cotidiano para não definhar, a alma agoniza por um sustento que transcende a matéria. A advertência de que nem só de pão viverá o homem, em Deuteronômio 8 e retomada por Cristo, não é metáfora poética: é diagnóstico. A Palavra não atua como adorno, e sim como o oxigênio do ser interior. Existe uma alquimia silenciosa entre aquilo que absorvemos e o que passamos a abrigar. Se os olhos são as clássicas janelas da alma, os ouvidos funcionam como os portões do espírito. É por essas frestas que…
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Massa e volume
A fé é uma força que nos arrebata e nos transcende. É a certeza que finca raízes no espírito, revelando-se muito mais do que uma crença passiva ou um otimismo cego: é um saber profundo, uma convicção que rasga o véu do visível. Ao refletir sobre a anatomia da fé, deparo-me com a sua natureza insubmissa, aquela que zomba da lógica e vai além da confiança ordinária. Essa fé tem a sua nascente em Cristo, que uniu em Si mesmo a natureza divina e a humana. É por meio dEle que recebemos uma convicção que não oscila ao sabor das circunstâncias ou do medo, e que é plantada na alma…
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Descer aos próprios porões
Quando a ampulheta de mais um ano esgota a sua areia e somos forçados a olhar para trás, revivemos as experiências que pavimentaram o caminho. Houve alegria e superação, luto e renovação. O tempo, indiferente às nossas pausas, prosseguiu o seu curso. O que passou repousa além do nosso alcance, mas as lições e as consequências continuam sentadas à nossa mesa. As boas sementes entregam frutos doces; os erros convidam à correção de rota. Neste inventário íntimo, a pergunta é uma só: estamos forjando as escolhas que nos conduzem ao crescimento e à paz? Fechar uma porta cronológica e abrir outra exige a coragem de rever a jornada. Precisamos de…
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Inventário íntimo
Quando a ampulheta de mais um ano esgota a sua areia e somos forçados a olhar para trás, revivemos as experiências que pavimentaram o caminho. Houve alegria e superação, luto e renovação. O tempo, indiferente às nossas pausas, prosseguiu o seu curso. O que passou repousa além do nosso alcance, mas as lições e as consequências continuam sentadas à nossa mesa. As boas sementes entregam frutos doces; os erros convidam à correção de rota. Neste inventário íntimo, a pergunta é uma só: estamos forjando as escolhas que nos conduzem ao crescimento e à paz? Fechar uma porta cronológica e abrir outra exige a coragem de rever a jornada. Precisamos de…



























