Artes & Narrativas

Para Não Esquecer

Há histórias que se costuram com detalhes tão singelos quanto inesquecíveis: um teclado, uma avenida, uma porta que se abria para a ação, bancos de madeira simples, uma menina e sua irmã que amavam as canções da Cassiane. Entre tudo isso, havia o “Hino do Vitória”, que se tornava o centro das celebrações.

Naquele cenário, havia também um diácono que tinha um jeito peculiar, quase como um padre, com uma serenidade que parecia marcar sua presença. Ele era uma dessas figuras que, mesmo sem grandes palavras, deixava uma impressão duradoura. E havia o presbítero Paulo, um homem cuja presença era um alicerce na obra de Deus, companheiro fiel de meu pai durante os dias da igreja no bairro Vila Batista. Isso era em 1999.

Uma dessas lembranças me leva a Vila Garrido, onde o presbítero Paulo morava com sua família. Seu filho, Abimael, tornou-se meu parceiro: formamos uma dupla musical. Não éramos grandes artistas, mas tínhamos o coração voltado para a música e para a mensagem que queríamos transmitir. Juntos, cantamos uma única música, “Para Não Esquecer”, do grupo Novo Som.

O som do teclado, as canções que preenchiam os bancos de madeira, a vibração do “Hino do Vitória”, e até os momentos de descontração.

Um teclado, uma avenida, bancos de madeira, e uma música chamada “Para Não Esquecer”.

Tiago Rizzolli é administrador, professor, pesquisador e ministro do Evangelho (Missão Apostólica Assembleia de Deus – CADEESO/CGADB). Movido pela busca constante de sentido nas relações humanas, atua na intersecção entre a educação, a gestão e a espiritualidade. Doutorando em Educação com foco em filosofia e pensamento crítico, é também Coordenador-Geral de Atendimento à Comunidade no Ifes - Campus Cariacica. Neste espaço, ele compartilha análises e reflexões que cruzam as fronteiras do rigor acadêmico com a vivência prática, a liderança institucional e a fé cristã aplicadas ao dia a dia.

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