Tiago Rizzolli

Reflexões sobre a condição humana, a fé e as estruturas do mundo.

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  • Artes & Narrativas

    O Altar Improvisado: Um Sábado de Junho e a Epifania do Frio

    9 de julho de 2025 / No Comments

    O calendário marcava um dia de junho na década de 90, provavelmente um sábado, quando a luz do fim de tarde já começava a fraquejar. O cenário era a rua da casa da minha avó, que, na geografia dos meus afetos daquela época, eu reconhecia apenas como o domínio da minha tia Preta. Bem ali, rasgando o meio da rua e desafiando a pacatez do bairro, ergueram um palco improvisado. Dois homens faziam a passagem de som. Para um menino que nunca havia estado diante de uma estrutura daquelas, não se tratava de um punhado de madeira e cabos; era um altar profano que parecia ter caminhado até mim. Faltavam…

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    Tiago Rizzolli

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    4 de março de 2012

    A Arquitetura do Pacto: As Crises, a Fidelidade e o “Sim” Diário

    8 de julho de 2012
  • Artes & Narrativas

    A Anatomia da Caverna: O Pacto Quebrado e a Coragem do Subterrâneo

    27 de abril de 2025 / No Comments

    A rejeição é uma ferida que se recusa a sangrar. É uma pedra invisível atirada contra o peito, cujo impacto não deixa hematomas na pele, mas provoca um estrondo que reverbera na alma em um eco sem fim. Rejeitar é um ato; ser rejeitado é um abalo sísmico. São duas margens de um mesmo abismo, mas com abismos internos irreconciliáveis. O primeiro, aquele que rejeita, raramente tem a dimensão do peso que acaba de depositar no outro. O segundo, aquele que sofre a recusa, é reduzido a um objeto descartado; é lançado à deriva e exilado sem direito a sentença, sem a dignidade de uma palavra ou a misericórdia de…

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    Tiago Rizzolli

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    O Despertar do Verbo: Da Hibernação ao Resgate do “Ideias para a Vida”

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    30 de março de 2012
  • Filosofia & Teologia

    A Matéria Escura da Alma: O Vazio como Presença e Exílio

    15 de março de 2025 / No Comments

    Há sentimentos que se expressam por meio de uma exatidão inexata. São paradoxalmente precisos em sua imprecisão, atuando como um lastro pesado que se expande e rouba o oxigênio, desfocando os nossos limites e identidades. É um estado de espírito que resiste aos rótulos, embora exista de forma brutalmente concreta em sua própria abstração. Refiro-me ao vazio. Não aquele “nada” simples, oco e inexistente; mas a uma matéria escura, profunda e inevitavelmente presente. O vazio jamais poderia ser definido como mera ausência, porque ele é. Ele possui uma arquitetura própria na ausência de forma; é o ser do não-ser. Uma presença que ganha potência e vida própria justamente por sua…

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    Tiago Rizzolli

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    17 de abril de 2012

    A Dança da Separação: A Morte do Eu e a Rendição ao Amor Absoluto

    23 de abril de 2012
  • Artes & Narrativas

    O Despertar do Verbo: Da Hibernação ao Resgate do “Ideias para a Vida”

    10 de novembro de 2024 / No Comments

    Por entre as camadas silenciosas de um tempo que se foi, carrego a memória de uma voz que não morreu, mas foi sufocada. Sob o peso de ventos contrários e incertezas que se infiltraram no cotidiano, vi a minha liberdade de escrita encontrar a sua primeira barreira. Não eram muralhas intransponíveis, mas um desânimo frio que, pouco a pouco, fez vacilar a chama das minhas convicções. Foi assim que o Ideias para a Vida, que até então era o meu refúgio e o campo onde os meus pensamentos brotavam com o zelo de quem vê na escrita um ato vital, mergulhou em um coma induzido. Essa hibernação espiritual não silenciou…

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    Tiago Rizzolli

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    2 de janeiro de 2017

    A Assimetria do Esforço: A Potência, a Frustração e o Destino

    1 de setembro de 2012
  • Artes & Narrativas

    A Aritmética do Abismo: O “3 mais 9” e a Fraude da Identificação

    27 de setembro de 2024 / No Comments

    A ilusão poética do “3 mais 9” é a última trincheira de quem acredita poder reeditar movimentos que o tempo já selou como definitivos. É a esperança teimosa de que a vida aceite retroceder, ignorando que ela desliza sobre trilhos sem freios e sem estações de retorno. Tudo nela é fluxo e corrida; entradas e saídas ocorrem em plena velocidade, e o que se perde no caminho não aceita resgate, vira apenas uma fotografia embaçada na galeria da memória. Gestos, olhares e silêncios selam, de uma vez por todas, a nossa incapacidade de reconstrução. Houve o pedido, a aceitação muda e, então, a cena: a entrada na sala, o olhar…

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    Tiago Rizzolli

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    A Curadoria do Fracasso: A Fronteira entre Aprender e Aceitar

    15 de novembro de 2025
  • Filosofia & Teologia

    O Cockpit das Paredes Vivas: Da Cadeira Enferrujada ao Sol dos Alpes

    4 de julho de 2023 / No Comments

    Entro no quarto e sou imediatamente sitiado por livros. Lá, no centro do meu comando, repousa uma cadeira de rodinhas, um despojo de algum escritório comercial, hoje convertida em uma memória enferrujada. Seus braços descascados denunciam o peso das horas, e o encosto rasgado revela o que já não possui forças para sustentar. Diante dela, o altar da modernidade: dois monitores que brilham como janelas para o mundo, vigiados por duas webcams, olhos eletrônicos de azul e vermelho que me encaram com o silêncio atento das máquinas. Neste gabinete, as paredes deixaram de ser alvenaria; tornaram-se bibliotecas, muralhas de pensamento empilhadas que cercam o horizonte. Acima, instrumentos repousam em estojos…

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    Tiago Rizzolli

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    17 de setembro de 2009

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    1 de maio de 2006
  • Artes & Narrativas

    A Arquitetura do Vácuo: O Despertar do Estrangeiro e a Fraude das Paredes

    14 de julho de 2020 / No Comments

    Havia um homem que não se diferenciava dos demais, exceto por uma marca invisível cravada no centro do peito: uma ferida sem nome, sem sangue e sem cura aparente. Um dia, ao estender a mão em busca de conexão, encontrou o vácuo da recusa. Não houve explicações ou ruídos; apenas o frio súbito do não-acolhimento e o eco de portas que se fecham no absoluto silêncio. Foi ali, no impacto da rejeição, que ele encontrou a entrada da caverna. Não havia mapas ou placas de advertência, apenas um portal aberto por uma dor tão profunda que ele não encontrou forças para declinar. Lá dentro, o tempo perdeu o compasso e…

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    Tiago Rizzolli

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    A Sombra dos Alicerces: O Botão Forçado e a Tempestade Prematura

    2 de janeiro de 2017 / No Comments

    O quintal, nos primórdios da memória, era um mundo em suspensão. A área dos fundos não passava de uma promessa arquitetônica: paredes erguidas pela metade, pilhas de tijolos e um chão de terra batida que exalava o cheiro seco de poeira e cimento. Era para ser uma extensão segura do lar, mas, para quem ainda dava os primeiros passos na compreensão da vida, convertia-se num labirinto sombrio e de alvenaria inacabada. Foi no meio desse emaranhado de alicerces que a visita inesperada se materializou. Uma figura da mesma estatura da minha própria ingenuidade, mas que trazia nos gestos uma intenção que o meu dicionário infantil ainda não sabia traduzir. O…

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    Tiago Rizzolli

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    A Geografia da Latência: As Sementes, a Esterilidade e o Tempo do Jardineiro

    12 de junho de 2012
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    A Soberania do Silêncio: A Voz como Abrigo e a Ética da Entrega

    25 de outubro de 2015 / No Comments

    Eu habito simultaneamente o agora e o além, navegando em um fluxo contínuo que desconsidera as fronteiras entre o presente e o eterno. Sou um movimento de sístole e diástole: uma passagem constante entre o que fui e o que ainda está por vir. Ancorado no momento, mas impulsionado pela vastidão, carrego em mim essa dança de espaços onde cada passo é uma revelação, não apenas do que sou, mas da integridade do que estou me tornando. Nesta travessia, anulo o peso da hostilidade alheia. Dissolvo, por decreto interno, as barreiras que tentam me acorrentar ao desassossego ou à resistência inútil. Escolho repousar na frequência da minha própria voz. Ela…

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    Tiago Rizzolli

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    24 de maio de 2013

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    A Anatomia da Sombra: O Nanismo Moral e a Insubordinação da Alma

    8 de setembro de 2015 / No Comments

    Existe uma violência silenciosa que não se traduz em golpes, mas em insinuações venenosas e na presença sufocante de quem habita a obsessão pelo domínio. É a figura que se vale do gigantismo físico e da hierarquia de crachá para projetar uma sombra sobre o outro. Por meio de um olhar que tenta desautorizar e de um espaço comprado ao custo de sacrifícios alheios, esse ser empenha-se em um esmagamento simbólico de quem ele, em seu íntimo, considera uma ameaça. Não é apenas o corpo que se impõe; é a intenção deliberada de punir a autenticidade alheia, o ódio puro por aquilo que ele não consegue controlar e que se…

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    Tiago Rizzolli

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    6 de junho de 2012
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tiagorizzolli

✨ Siga meu trabalho e reflexões diárias. 📷 @tiagorizzolli 🌐 www.tiagorizzolli.com.br

A nota nunca chega. A nota nunca chega.
Davi foi listando endereços: o céu, o abismo, os Davi foi listando endereços: o céu, o abismo, os confins do mar, a escuridão que ele imaginava espessa o suficiente para servir de esconderijo. Não era geografia. Era um homem procurando um lugar que estivesse vago, e perdendo a discussão verso após verso, porque a resposta chegava antes dele: ali estás.
Passei anos achando que a pergunta era um itinerá Passei anos achando que a pergunta era um itinerário, que bastava reconstituir a saída e adivinhar a chegada e o meio se explicaria sozinho, como quem acha que entende uma casa olhando a planta. Mas tem uma coisa que não se move e por isso não pode ser rastreada, e não é o mistério que falta informação, é que ela não se aplica: o que apenas é não tem de onde nem tem para onde, está.
Descobri isso tarde, e ainda descubro.
Muitas vezes vivemos nossos melhores dias sem nos Muitas vezes vivemos nossos melhores dias sem nos darmos conta. 

É só de longe, com a distância do tempo, que a memória transforma aquele momento comum em uma profunda saudade. 

O cotidiano tem a sua própria beleza, que frequentemente só ganha o contorno exato quando já se foi.

www.tiagotizzolli.com.br
O Espírito Santo é o mesmo ontem, hoje e para se O Espírito Santo é o mesmo ontem, hoje e para sempre!

​Nesse vídeo histórico de 1966, o Pr. Paulo Leivas Macalão e a Irmã Zélia Brito nos lembram de uma verdade fundamental: a alegria do Senhor não depende do luxo das construções, mas da presença d'Ele em nossos corações.

​Seja em um templo suntuoso ou em uma igreja simples de pau-a-pique, o poder de Deus é o que nos une. Que possamos manter viva essa chama e esse legado de amor pela obra!
Antes de alcançar o degrau da escada dos sons, pe Antes de alcançar o degrau da escada dos sons, percebi que a voz do meu Deus falava de sete maneiras diferentes. Cada uma revelava algo novo, uma verdade que apenas o silêncio e a escuta podiam trazer à superfície.
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Sobre mim

Tiago Rizzolli é administrador, professor, pesquisador e ministro do Evangelho (Missão Apostólica Assembleia de Deus – CADEESO/CGADB). Movido pela busca constante de sentido nas relações humanas, atua na intersecção entre a educação, a gestão e a espiritualidade. Doutorando em Educação com foco em filosofia e pensamento crítico, é também Coordenador-Geral de Atendimento à Comunidade no Ifes – Campus Cariacica. Neste espaço, ele compartilha análises e reflexões que cruzam as fronteiras do rigor acadêmico com a vivência prática, a liderança institucional e a fé cristã aplicadas ao dia a dia.

Uma voz em defesa da dignidade humana!

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