Teologia
Filosofia & Teologia
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Acreditar no Impossível: A Fé que Desafia a Realidade
Há uma crença entre os religiosos, quase um axioma, que insiste: “Devemos acreditar no impossível.” Dizem isso com convicção, como uma verdade que ultrapassa a razão. Mas o que acontece quando nos deparamos com a necessidade de tornar essa crença em ação viva? Quando a fé deixa de ser um discurso leve e nos atinge com a força do que realmente desafia nossa capacidade de acreditar? É uma tarefa fácil, quase trivial, falar de fé ao outro. Exortar alguém a confiar naquilo que não vê, a abraçar a ideia do impossível, é um exercício seguro quando estamos de fora. Sugerir ao próximo que tenha fé e que confie…
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O Silêncio dos Encontros Não Vividos
Quando vou à igreja, não só à minha, mas em especial quando visito outras, levo comigo uma esperança que parece pequena, mas pulsa forte dentro de mim. Uma esperança de que, ali, entre as cadeiras e os cânticos, entre os olhos fechados da oração e os olhos abertos da fé, esteja ela… minha futura esposa. Eu não buscava só beleza. Procurava santidade. Pureza no olhar. Amor pela Palavra. Aquela que fosse, ao mesmo tempo, sensível e firme, maternal e sábia, doce e cheia de vontade de formar uma família de verdade, no temor do Senhor. Mas, mesmo com tudo isso queimando em mim, ficava parado. Esperava.Pensava: “Se for de Deus,…
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O Salmo 23 e a Lição de Fé no Corredor do Hospital
Era quase meia-noite. Saímos do culto e fomos direto para o hospital. Minha mãe e eu. Não entendia muito bem o que estava acontecendo, mas já me acostumava a essa rotina que parecia maior do que eu. O hospital era um lugar frio, e o branco de suas paredes me dava medo. Caminhava nos braços de minha mãe, olhando ao redor para rostos cansados e olhares baixos, silêncios que ecoavam mais do que palavras. Não gostava daquele lugar onde todas as crianças pareciam doentes, onde eu era apenas mais uma entre tantas. Apesar de tudo, havia algo que tornava a ida ao hospital suportável: a volta. Ao voltarmos para casa,…
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A Descida sem Freio: Entre o Medo e o Livramento
As imagens vêm como flashes na memória, cenas soltas de um tempo distante, mas que a alma jamais esquece. Era um dia de domingo, daqueles dias que pareciam maiores na infância, e minha avó Arlinda havia me levado à Igreja Católica no bairro Estrelinha. A igreja ficava no alto, quase ao final de uma rua calçada com bloquetes de concreto. Subindo o morro, ela surgia como um marco entre o céu e a terra, silenciosa e serena. Não sei o motivo de termos ido naquele dia, mas o que realmente marcou a minha lembrança aconteceu durante a semana, quando aquele morro se tornou o cenário de um livramento que nunca…
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Primeiros Passos no Altar: Entre o Medo e a Superação
As primeiras pregações sempre deixam marcas profundas, gravadas como um selo no coração de quem as vive. Tenho a lembrança viva de quando, com apenas 10 anos, subi ao púlpito pela primeira vez para levar a mensagem principal. Foi no Morro dos Alagoanos, em um templo simples, ainda na parte de baixo da sede própria da igreja. Era 1995 ou 1996, e eu, tão jovem, sentia o peso da responsabilidade e a expectativa de falar sobre algo maior do que eu mesmo. Preguei sobre Jonas. A história daquele homem que tentou fugir de Deus parecia ecoar de forma simbólica no meu próprio coração. Eu não queria fugir, mas tremia diante…
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A Glória que Transborda: Uma Experiência com o Espírito Santo
Aquela energia indescritível, um poder que não se limita à compreensão humana, brota do coração e percorre cada célula do corpo, da cabeça até a ponta dos pés. É um poder que não nasce do esforço humano, mas da rendição absoluta ao Criador. Esse poder se manifesta com intensidade quando, com a boca e a alma em uníssono, proclamamos: Glória, Glória, Glória a Deus! Foi assim que o senti, em 2002, na Assembleia de Deus no bairro Primeiro de Maio. O culto estava cheio, mas, ao mesmo tempo, parecia que eu estava sozinho na presença do Senhor. Diante do altar, dobrei os joelhos. Era um gesto simples, mas cheio de…
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A Cura Imediata: Quando Deus se Manifesta na Fragilidade
Eram dias de festa na Assembleia de Deus no Bairro Grande Vitória, Congregação do Ministério da Volta do Rabaioli. A igreja estava cheia, as pessoas transbordavam alegria, e os bancos estavam repletos de fiéis prontos para celebrar. Meus pais, como sempre, estavam presentes. Papai, discreto, escolhia um lugar próximo à porta. Eu, doente e impossibilitado de andar, estava no colo de minha mãe. Naquele tempo, minha realidade era marcada por limitações físicas causadas por uma meningite que tinha me atingido severamente. Minhas pernas não firmavam, e a dor na coluna era constante e avassaladora. A cabeça de criança não compreendia a gravidade da situação. Para mim, a vida de internações,…
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O Castelo Interior: A Construção Invisível da Alma
Um castelo. Não daqueles que se erguem em colinas ou se destacam no horizonte com torres e muralhas visíveis, mas um castelo que se constrói dentro de si mesmo. Suas bases não se limitam ao terreno físico, mas mergulham profundamente no mistério do espírito, cravadas em uma rocha que transcende o mundo. Essa rocha é singular, diferente de qualquer pedra que conhecemos. Ela é viva, pulsante, e seu nome é Vida. Os fundamentos desse castelo não se limitam ao tangível; são basilares, eternos, sustentados pela essência de algo que ultrapassa a compreensão. Colunas de força invisível conectam a rocha aos recantos mais profundos da alma, onde habitam os depósitos mais…
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A Chuva que Conecta Mundos
A chuva desceu com uma força incomum, quente e salgada, como se fosse feita de sangue. Cada gota parecia carregar a intensidade de algo mais profundo, algo que vinha de dentro e escorria para fora. A luz que antes reinava cedeu espaço a uma penumbra densa, enevoada, onde os contornos das coisas desapareciam, e a identidade se dissolvia. Meus lábios se moveram, mas não em palavras. Era um balbuciar fraco, um sussurro sem forma. Meus olhos, agora vermelhos como brasas, ardiam, e algo quente descia pelo rosto, misturando-se à chuva. Não era apenas água; era sangue, emoção líquida que escapava sem controle. Um suspiro trêmulo ensaiou romper o silêncio, mas…
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A Memória Eterna de uma Mensagem
Era o ano 2000, e eu caminhava pelas ruas que marcavam os limites entre Pedra dos Búzios e Primeiro de Maio. Atravessar aquela ponte a pé, sentir o calor do meio-dia e ser abraçado pelo silêncio das ruas parecia mais um ato corriqueiro, um percurso que a rotina tornava automático. Curvei à direita, passei pela Igreja Batista que repousava à esquerda e segui adiante, imerso na banalidade dos passos. Não havia pressa, não havia grandes expectativas, apenas o caminho e o calor, que parecia querer se impregnar no ar e na pele. À frente, um caminhão FENEME descansava, dividindo a rua entre o fim e o começo de algo. E…




























