Dobrei os joelhos
Aquela energia brota do coração e percorre cada célula do corpo, da cabeça até a ponta dos pés. É um poder que nasce da rendição absoluta ao Criador. Esse poder se manifesta com intensidade quando, com a boca e a alma em uníssono, proclamamos: Glória, Glória, Glória a Deus!
Foi assim que o senti, em 2002, na Assembleia de Deus no bairro Primeiro de Maio. O culto estava cheio, mas, ao mesmo tempo, parecia que eu estava sozinho na presença do Senhor. Diante do altar, dobrei os joelhos. Fechei os olhos, abri a boca e deixei a alma falar, sem me preocupar com quem estava ao lado. Não havia mais o som do culto, das vozes, nem mesmo da música.
Naquele momento, a presença do Espírito Santo invadiu o meu ser. Era como se cada partícula do meu corpo estivesse sendo preenchida por uma luz intensa, uma alegria sem limites, uma paz que excede todo entendimento.
Era a presença viva do Espírito Santo, tocando minha carne mortal, me renovando, me fortalecendo, me abraçando.


