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Não sangrar no esquecimento
Gosto de pensar que Jesus me ama. Diante do peso dos dias e da complexidade da nossa própria mente, só essa certeza já atua como um alívio imensurável, uma âncora de sanidade afundada no meio das nossas turbulências. Sentir-se alvo do afeto divino é como abrir uma janela em um quarto escuro, não porque a luz resolve os dilemas que estão no chão, mas porque ela nos lembra de que não estamos abandonados no escuro. Há um mistério incompreensível na ideia de que a primeira faísca de vida em nós é fruto de um amor que nos antecede. Se a narrativa do apóstolo João nos lembra que Deus amou o…
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Saber vazio
Há uma inquietação que me acompanha há tempos, uma pergunta que, por teimosia ou necessidade, recuso-me a silenciar. Fomos ensinados que ter dúvidas é um sintoma de fraqueza espiritual. Mas hoje percebo que expor a nossa incerteza é a única porta de entrada para a luz. Muitos vivem aprisionados em meias-verdades e fés superficiais simplesmente porque nunca tiveram a coragem de confessar a própria ignorância. Para sermos preenchidos, precisamos primeiro ter a coragem de nos esvaziar. O ato de entregar a nossa dúvida a Deus, reconhecendo que o nosso conhecimento é incompleto, trêmulo, mas sincero, é o que chamo de “saber vazio”. O saber vazio não é a ausência de…





