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Sem segunda via
Eu sou o contraste, a ruptura do silêncio, o eco que ressoa no vazio. O ego que desmorona e se reconstrói em fragmentos. Sou o pensamento ainda sem forma, uma energia que pulsa entre o tangível e o desconhecido. Tornei-me o farol neblinado: uma luz que se propõe a guiar, mas que recusa revelar plenamente o caminho, preferindo perder-se na névoa que oscila entre a claridade e o mistério. Carrego em mim o peso do que deveria ter sido. Sou um passado que teima em se projetar no futuro, o eco de um tempo esquecido que reverbera em cada decisão inacabada. Escondo-me como um tesouro soterrado entre as camadas de…


