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A absolvição do espelho
Existem dois crivos para avaliar o triunfo: o aplauso externo e a absolvição do espelho. De que vale o mundo inteiro aclamar a sua jornada se, ao encarar o próprio reflexo, você não reconhece ali um vencedor?
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O atrito da vida real
A missão é o alarme que desperta cada dom oculto, e ele aguarda apenas o atrito da vida real para brilhar. O sentido da vida não é um troféu estático no fim da linha. É a coragem de aceitar a própria vocação e permitir que ela nos obrigue a existir.
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O que estamos dispostos a ver
Os dias, em sua passagem implacável, vão consumindo nossas forças, e o esforço de abrir caminhos nos enfraquece. A vontade de alcançar a chegada é tamanha que a ansiedade toma conta do coração, enchendo-o de pressa. Com os olhos fixos na meta, esquecemos de quem está ao nosso lado. Deixamos de ver aqueles que caminham conosco, como se fossem apenas sombras no caminho. Esquecer por ausência pode ser compreensível. Esquecer porque escolhemos não ver o outro é imperdoável. A cada dia que passa, me convenço mais de que enxergamos apenas aquilo que estamos dispostos a ver.








